[SOBRE PROCESSOS TERAPÊUTICOS]

[A CURA DE MIM MESMA]
 Para mim terapia é como abraço apertado, luz no fim do túnel, me sentir aceita e amada exatamente como eu sou. É aquele espaço onde a minha voz é ouvida, aliás onde eu posso falar... Falar tudo que se passa dentro de mim, sem medo de me sentir estranha ou julgada.

 É onde eu posso olhar para as minha sombras, olhar para as partes em mim que ainda estão lá afundadas em sentimentos negativos. As dores que me paralisam, as minhas repetições destrutivas, os padrões de negação da alegria, do amor e da felicidade.

 É onde eu posso falar os segredos que não conto para ninguém, as ideias sobre mim mesma que eu guardo na minha cabeça, e que me mantém aprisionada a um padrão que continua repetindo, repetindo e repetindo.

 É onde eu posso aprender a perdoar, principalmente a mim mesma por não caminhar na velocidade que eu imaginava como certa, por não ser a pessoa que eu imaginava que deveria ser, por ter tantos defeitos que julgo que não deveria ter.

 As vezes dói, mas não é porque dói de verdade - é o meu ego, o sentimento de vergonha -, é o mecanismo de proteção que todos temos nessa sociedade em que somos ensinados que para sermos amados precisamos ser perfeitos.

 Eu anseio cada semana pelos meus encontros terapêuticos. Me sinto muito feliz e grata por ter um espaço em que me sinto sendo eu mesma, respeitada e valorizada. Um espaço para abrir meu coração, limpar e curar minhas feridas.

 O melhor é que nesse espaço, eu sinto horizontalidade. Não existe ninguém melhor que ninguém, apenas seres em busca de luz e cura.

 A grande e mais desafiadora tarefa de todo processo terapêutico é abrir espaço para quem somos de verdade, debaixo dessa espessa camada de quem deveríamos ser!

 Terapia e espaços terapeuticos são assim para você?

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