Quem é você?


Quando iniciei minha prática nos Estados Unidos, às vezes visitava o centro budista de um monge coreano, próximo à comunidade Zen onde eu vivia. Ele era o melhor amigo de meu mestre. Sempre que fazia uma palestra, carregava consigo um cajado de madeira e enfatizava o que dizia batendo com o cajado no chão.
Ele perguntava: “Quem é você?”
E pá! Batia o cajado.
A pessoa respondia dizendo seu nome. O monge respondia:
“Eu não perguntei seu nome, eu perguntei quem é você.”
E pá! Batia o cajado fortemente.
Outros respondiam sobre suas atividades, profissões e assim por diante e ele sempre batia o cajado dizendo:
“Não perguntei o que você faz, eu perguntei quem é você.”
Pá!
Nenhuma resposta servia. Até que a pessoa fosse capaz de dizer: “Não sei.”
Nesse momento o mestre dizia:
“Ah! Agora sim, chegou.”
Quando atingimos a simplicidade do “não sei”, a verdade se manifesta assim como é.
Monja Coen

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