O monge e o escorpião


Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

— Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu: — Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.

Um comentário:

Anônimo disse...

Consegui descobrir, parte, a minha natureza e agora praticar e aperfeiçoar.Mesmo no mundo de hoje, onde se prega muito a ajuda ao proximo, muitas vezes o interesse proprio vem em primeiro lugar, como obter estatus e passagem livre no mundo!
Esta paránola tem um sentido tão grande,quem tiver dúvidas sobre a sua natureza irá descobrir ao final. Porque nem todos tem o espirito de ajuda.
Obrigada DrªJulia!
Daniele